A Meditação

Imprimir
PDF
MEDITAÇÃO

A palavra meditação é vulgarmente entendida como a prática da reflexão sobre questões relevantes na vida. Neste sentido, é comum na literatura espírita o convite à meditação (reflexão) sobre nossas atitudes, sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Na questão 919, de O Livro dos Espíritos, Santo Agostinho nos convida a refletir diariamente sobre nossas atitudes, na busca do autoconhecimento e da perfeição moral.

À época de Kardec, a meditação, enquanto prática de desenvolvimento mental pelos princípios da atenção plena, auxiliada por uma série de técnicas geralmente advindas das culturas orientais, era pouco conhecida no ocidente e estava no ciclo restrito das escolas esotéricas, mesclada com seus princípios místicos. Devido ao caráter de clareza e objetividade do Espiritismo, pelo fato da Doutrina encontrar-se em processo de formação e ao caráter místico que ainda era atribuído a esta prática, não vamos encontrar, nos primórdios da doutrina espírita, ênfase na prática da meditação, mas sim na reflexão sobre questões existenciais ou ainda a “concentração” para fins de prática e desenvolvimento mediúnicos.


Etimologia
A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.

A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:


• um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;
• prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
• uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto;
• análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)


Prática

É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.


É possível obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.


Meditação da Respiração, a prática dos 15 Minutos.
A arte de ficar 15 minutos no seu bem estar.



1. Escolha uma hora em que você possa ficar livre de interrupções e responsabilidades.

2. Vá para um aposento tranqüilo longe do barulho do trânsito ou de outras distrações. Sente-se calmamente no chão ou em uma cadeira de espaldar reto, e feche os olhos.
3. Respire normalmente, mas à medida que expirar e inspirar comece a dirigir gradualmente a consciência para a respiração. Sem tentar controlar ou influenciar de alguma maneira sua respiração, conscientize-se do ir e vir do ar que você respira.

4. Se você perceber que sua respiração está ficando mais rápida ou mais lenta, ou mesmo que ela para totalmente por um momento, apenas observe o fato sem tentar resistir. Deixe que a respiração se estabilize por si mesma.
5. Se seus pensamentos o distraírem, ou você perder de alguma maneira a concentração, não resista. Simplesmente permita que sua atenção retorne naturalmente à respiração.
6. Prossiga com a meditação durante quinze minutos. A seguir, permaneça sentado e de olhos fechados durante alguns minutos e volte pouco a pouco à consciência do dia a dia.


Você deve meditar duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. A cada meditação você irá mais a fundo no relaxamento potencializando os benefícios.



Medite!