Os Tesouros

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“Não queirais entesourar para vós tesouros na Terra, onde a ferrugem e a traça consomem, e onde os ladrões desenterram e roubam.”
(Mateus, 6:19)


Na atualidade a humanidade roga peremptoriamente ao homem o acúmulo de bens para tê-lo como respeitável.

Os valores cada vez mais estão deturpados, dando o homem importância desmedida aos bens transitórios da Terra.

Com a assertiva do Senhor Jesus, o despenseiro de todos os bens que nos são necessários, sentimo-nos na obrigação de trazer para nossa reflexão alguns questionamentos:

- Do que vos vale o acúmulo de bens materiais, se não sabeis quantos dias vos restam de vida? E os bens que amontoaste, para quem será? (Vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu – Mateus, 19:21)

- Se a tua felicidade está pautada nos bens transitórios da matéria, na realidade ainda não a encontraste. (Ai de vós ó ricos! Porque tendes a vossa consolação neste mundo. – Lucas, 6:24)

- Por que alegas não poder assistir o teu próximo por falta de recursos financeiros? (Porque todos esses fizeram a Deus a oferta do que lhes sobejava; ela, porém deu da sua mesma indigência tudo o que tinha para o seu sustento. – Lucas, 21:4)

- Amaldiçoas o governo, na figura dos seus mandatários, revoltando-te pelos impostos pagos a bem do teu próximo. (Daí, pois, a Cear o que é de César, e a Deus o que é de Deus. – Mateus, 22:21)

Na trajetória que se perde na poeira do tempo, acumulamos única e exclusivamente aquilo que amealharmos com o suor do nosso trabalho, auxiliando o Senhor da vida no socorro aos seus filhos diletos, que representam todos os que sofrem na humanidade.

Quanta fome saciaste, quanta dor aliviaste, quanto de ti mesmo deste ao teu próximo? Estas as perguntas que te serão feitas quando o teu corpo descer ao túmulo.

Bem-aventurado serás se trocaste os bens ilusórios da Terra pelos tesouros inalienáveis dos céus, onde a moeda que circula é impressa com as energias do amor.

Filhos do meu coração, abdiquem do status social em prol de ti mesmo!

Façamos como a viúva no gasofilácio: ofertemos a Deus, através do nosso próximo, o maior tesouro que temos - o amor.


Irmão Cândido
(mensagem recebida por Paulo Guedes )