A Perfeição

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“Sede, pois, vós outros perfeitos,
como perfeito é o vosso Pai celestial”
(Mateus, 5:48)


Caminhamos pelas veredas do universo estacionando nas esferas que nos são condizentes, com a sublime missão de iluminarmos a nós mesmos.

No despertar da consciência, após transitar pelos reinos mineral, vegetal e animal, o princípio inteligente, criado por Deus nos evos dos tempos, se depara com as vertentes do bem e do mal.

Surge a partir daí a necessidade imperiosa de discernir entre o que é certo e que é errado, começando a galgar as escadas da evolução.

Surge, também, a oferta dos prazeres, que o mundo a sua volta coloca a sua frente em bandejas de ouro, como se fossem preciosidades a serem aproveitadas.

Nesse momento apresenta-se a lei de ação e reação, representando a legislação inexorável do universo a exigir-lhe responsabilidade sobre seus atos.

As dores surgem como consequência das más escolhas, e o princípio da felicidade a cada atitude que o aproxima da meta evolutiva estabelecida pelo determinismo Divino.

Deambula entre quedas e saltos, adquirindo experiência e sabedoria no atrito inevitável com os seus pares na criação.

Jornadeia entre o berço e o túmulo tantas vezes quantas se fizerem necessárias ao seu burilamento espiritual.

Reencontros e distanciamentos se fazem oportunos na trajetória da vida, a fim de consolidar o amor nas esferas sublimes do coração.

Como a semente que rompe a própria casca para encontrar ensejo ao crescimento, o homem rompe com as trevas do seu subconsciente, encontrando a si mesmo com as verdades e mentiras que acumulou no decorrer dos milênios.

Inicia-se o conhecimento de si mesmo, se deparando com a sombra e a claridade, com o ódio e o amor, com as trevas do seu ser e a luz Divina que habita em seu coração.

Amadurece psicologicamente com as lutas titânicas que acontecem no fundo de sua alma.

Levanta-se da última queda na certeza de não mais titubear.

Encontra Deus e entrega-se a Ele, estabelecendo a união do Pai com o filho, do Criador com sua dileta criatura.

O Homem nas raias da perfeição vivencia a gratidão em sua plenitude, aceitando com amor e resignação a intervenção das leis, acolhendo as dores e sublimando a vida, convivendo com a felicidade e distribuindo o néctar Divino da misericórdia.


Irmão Cândido
(mensagem recebida por Paulo Joaquim Pinto Guedes )