Deus É, e Basta!

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Procura o homem a supremacia dos seus atos, carreando consigo as culpas do passado.

É a simplicidade da vida com base no Evangelho do senhor Jesus e o emaranhado de preocupações cotidianas ditadas pelo mundo.

A magia e a simplicidade da porciúncula invadiram o meu coração, porque Deus é, e basta!
Digladia-se o homem em seu próprio eu, enrugado pelas marcas do tempo que se foi, sonhando com a posse de bens e mais bens.
São os horrores da guerra ceifando vidas pela conquista do que é inconquistável. É o homem matando a si mesmo nos olhos do seu semelhante. É a dor da ferida que a carne não tem. É a alma lacerada e despida das conquistas eternas.

A magia e a paz da porciúncula invadiram o meu coração, porque Deus é, e basta!
Stress, agitação, depressão, doenças da alma daqueles que estão sedentos do amor de Cristo e ainda não perceberam. É a incoerência do desamor daqueles que vagam pelos becos da vida, sem compreenderem a si e a Deus.

A magia e o amor da porciúncula invadiram o meu coração, porque Deus é, e basta!
É a bandeira do Espiritismo tremulando pelas terras do cruzeiro do sul, e a beatificação de personagens que se apagaram para que Cristo se fizesse presente nos corações.
É o culto exterior emergindo do pântano do passado, tremulando no verbo da ignorância e na busca da facilidade.

A magia e a religiosidade da porciúncula invadiram o meu coração, porque Deus é, e basta!
Doentes clamam pelo alívio de suas dores. Abrem-se as feridas da alma expondo o avesso da vida e os porões tenebrosos do ontem. Nos leprosários do passado, almas se redimiam e atravessavam os umbrais da vida em direção ao amor.

A magia e a misericórdia da porciúncula invadiram o meu coração, porque Deus é, e basta!
Naquela pequena porção de terra a magia da simplicidade, da paz, do amor, da religiosidade e da misericórdia de Cristo se fez presente em minha vida, e não pude sair daquele paraíso divino, em direção ao mundo, sem que Ele habitasse em mim.

O pequeno paradoxalmente comportava o imensamente grandioso. O pobre se fez rico e o amor do universo ressoou nas fibras adoecidas do grande enfermo da alma.

A mãe, a irmã Terra, cuidou do mísero dos míseros e a vida desabrochou em flores, num espetáculo jamais visto. Tudo se fez grande e Cristo se apoderou do seu mais insignificante servo e o transformou em servo do mundo.

Hoje reúno, como uma mãe amorosa, os filhos do mundo que Cristo me confiou, e os forjo para a vida com as forças do amor, para que Cristo esteja neles, como está em mim; para que o grande habite o pequeno, e todos, como um pelotão de irmãos menores, saiam pelo mundo cantando as melodias do Santo Evangelho.


Francisco, o pequeno de Assis.
(mensagem recebida por Paulo Guedes )